segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Em Curitiba bancários do BB demonstram a força da base e votam em assembleia pela continuidade da GREVE. (255 a 180)
Agora é hora de assumir a decisão, amanhã todo mundo fora do ponto e ajudando nos piquetes.





Coletivo Opinião Bancária
Contatos: coletivoopiniaobancaria@gmail.com

sábado, 4 de outubro de 2014

Podemos avançar mais, pela continuidade da GREVE

Todos as Assembleia de Segunda

Continuar e Fortalecer a GREVE.

Um acordo para deixar o sindicato livre para fazer campanha para a Dilma.

A CONTRAF/CUT demonstra novamente que subordina nossa campanha salarial à reeleição da Dilma. Não esperou nem o final do primeiro turno para propor um acordo rebaixado com os banqueiros.

Apesar dos lucros exorbitantes dos bancos, o acordo e as perdas salariais dos bancários a proposta  não chega aos dois dígitos.  Somente 8,5% de índice geral e 9% no piso. Nos metalúrgicos de São José dos Campos, onde as indústria vivem uma redução na produção, a maioria dos acordos fechados até agora ficaram no patamar de 10% .  A Petrobrás inclusive apresentou uma proposta superior, de  9,71%, e abono de, no mínimo, R$ 7668,00 . O aumento real é inferior ao do ano passado, onde não tínhamos o cenário eleitoral que nos possibilita conquistar mais.

Além de não garantir o combate às demissões, a proposta trata de forma genérica a questão do assédio moral com a inclusão do compromisso de que "o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho". O que isso significa concretamente? Nada. Apenas intenções.

Na questão de saúde e previdência nenhum avanço. Os funcionários incorporados continuam sem acesso a CASSI e na CEF os funcionários do REG/REPLAN continuam sendo descriminados pela CEF apesar das vitorias judiciais que tem obtidos. A questão de saúde e previdência é ainda mais grave porque sabemos que nos devemos sofrer ataques no próximo período que vão colocar em risco a solidariedade na questão da saúde e podem levar novos aumentos de contribuição.

Os bancos propõem também a compensação dos dias parados em até uma hora por dia, até o dia 31/10 para quem trabalha seis horas e até 07/11 para quem trabalha oito horas. Esta é uma clara postura de perseguição ao direito de greve. A nossa paralisação cumpriu os requisitos legais como o aviso prévio de 72 horas, o que torna esta compensação apenas mais uma das várias tentativas de desmoralizar nossas lutas e tentar diminuir a adesão à greve. Exigimos que um acordo tenha o abono completo dos dias parados.

Uma proposta, para ser aceita, tinha que ter avanços como um aumento de dois dígitos, garantia no emprego, concurso interno para comissionamentos,  plano de cargos e salários, isonomia e abono dos dias parados.

É possível conquistar mais


Não podemos permitir a repetição do roteiro dos últimos anos, em que a direção do Banco, em conjunto com o sindicato, decide quando termina a greve. Precisamos lotar a assembleia de segunda e mostrar que a maioria do banco não é composta por gerentes e administradores. Não podemos permitir que, mais uma vez, não conquistemos nossas reivindicações porque deixamos outros decidirem por nós. 

Podemos avançar mais, pela continuidade da GREVE

Coletivo Opinião Bancária

Contatos: coletivoopiniaobancaria@gmail.com

sábado, 27 de setembro de 2014

Agora é GREVE a partir de 30/09


Coletivo    Opinião    Bancária

Todos à  Assembleia  nesta segunda :      29/09

Agora  é  GREVE  a  partir  de 30/09

Vamos  fazer  uma  campanha salarial diferente

A campanha salarial deste ano coincide com uma acirrada eleição presidencial, nos dando um maior poder de pressão sobre o governo federal, que é o patrão nos bancos públicos. Um reajuste maior no BB e CEF, por sua vez pressionaria os bancos privados. Devemos aproveitar esta conjuntura favorável para mudar o roteiro dos anos anteriores para fazer uma campanha salarial diferente, que nos traga conquistas reais.

As direções  ligadas  a CUT, no entanto, tem  atrasado a  mobilização por conta do processo eleitoral. Só agora convocam   assembleias e sinalizam a greve para 30/09. Precisamos aproveitar este momento para fecharmos um acordo com    conquistas de fato, como um reajuste salarial decente, reposição das perdas salariais, igualdade de direitos dos bancários novos e antigos e melhores condições de trabalho.

A campanha é dos bancários

A categoria deve participar ativamente, vamos lotar a assembleia e tomar a condução da campanha em nossas mãos . Só assim poderemos mudar o roteiro e ter uma campanha salarial vitoriosa. As candidaturas de Aécio, Marina e Dilma são financiadas pelos banqueiros, mas devemos aproveitar a polarização do processo eleitoral para exigir que Dilma se posicione ao lado dos bancários na mesa de negociações, atendendo nossas principais reivindicações. Este momento é favorável para que avancemos em nossas conquistas, mas para que isso aconteça precisamos fazer uma GREVE forte de grande adesão e sob controle dos bancários. Não podemos sair desta campanha salarial sem um reajuste de dois dígitos, direitos iguais para todos  e sem garantir melhores condições de trabalho.

VOTAR A GREVE COM DEMOCRACIA E O CONTROLE DA CATEGORIA

PROPOSTAS DO COLETIVO PARA A ASSEMBLEIA

Além de votar a greve na assembleia,  é preciso aprovar medidas que iniciem já o processo de mobilização, deem transparência nas negociações e o controle na mão dos bancários. Defendemos:
- Eleição em assembleia dos representantes no comando nacional, com prestação de contas à categoria;
- Transmissão ao vivo das negociações, para que toda categoria tenha controle sobre o que está sendo negociado;
- Não aceitação de acordo que prevejam a compensação dos dias de greve;

Caixa: Chega de sufoco para os empregados e a população!
- Precisamos avançar na isonomia, conquistando licença-prêmio e ATS (adicional por tempo de serviço) para todos. Chega de injustiça, direitos iguais já;
-Exigimos a contratação imediata de novos empregados para acabar com o sufoco nas agências. A caixa abriu mais 2 mil agências sem a contrapartida em novas contratações, o que gera piores condições de trabalho e adoecimentos.

BB: Banco público com alma de privado!
- A terceirização avança no BB via BB tecnologia e Serviços (antiga COBRA). Hoje a maioria das operações de crédito imobiliário   do BB são executadas pelo Cenop Imobiliário em Goiânia terceirizado a BBTS.
- O desvio de funções é generalizado, uma forma a mais do BB economizar, explorando mais os funcionários: escriturários fazendo o trabalho de assistentes, estes fazendo o trabalho de analistas e assim por diante. Isto tem que acabar;
- Também é preciso criar uma carreira nos PSOs, valorizando quem trabalha fora das áreas de venda do banco e acabar com os caixas flutuantes.

Coletivo    Opinião   Bancária
Uma alternativa democrática, plural, autônoma , socialista  baseada na independência de classe. Que dialogue e atue com a categoria bancária e construa um sindicalismo autentico  e independente de governos e patrões. Precisamos revigorar as ações coletivas que defendam intransigentemente os interesses e as reivindicações dos bancários como isonomia de direitos, reposição das perdas salariais, fim do fator previdenciário que arrocha as aposentadorias, contratações de mais bancários para acabar o sufoco nos locais de trabalho e as doenças profissionais, combater a terceirização e precarização do trabalho.

Contatos:coletivoopiniaobancaria@gmail.com Informes: http://opiniaobancaria.blogspot.com.br/

domingo, 14 de setembro de 2014

Campanha Salarial : o imobilismo consciente da Contraf CUT

Os bancários de todo o país foram surpreendidos com a divulgação de um novo calendário de negociações que se estende até o dia 02/10. A apresentação da proposta econômica da Fenaban se dará no dia 19/09, mas há negociações agendadas com alguns Bancos em 26/09 (BB ), e 02/10 ( Banrisul). As negociações têm sido uma verdadeira enrolação, sem que os Bancos apresentem qualquer proposta.

Para acabar com a enrolação é necessário mobilizar os bancários. No calendário divulgado pela Contraf não há qualquer orientação de convocação de assembléias. Os dias de luta são construídos pelas diretorias dos Sindicatos, sem qualquer fórum de base, não permitindo o envolvimento da categoria

No ano passado, a assembléia que votou o indicativo de greve dos bancários ocorreu em 12/09. Já passamos desta data e não temos assembleia marcada e nem sabemos quando vai ocorrer.

Enquanto isto, a Contraf CUT está bastante dedicada a turbinar a campanha de Dilma .

Para nós do MNOB, o fato de que o cenário eleitoral esteja embolado é um elemento QUE NOS DÁ MAIOR POTENCIAL DE PRESSÁO. Neste momento, há um debate entre as duas candidatas mais bem pontuadas ( Dilma e Marina ). Cada uma delas afirma que a outra é "amiga dos banqueiros". E, ao mesmo tempo, cada uma quer distanciar sua imagem dos bancos. Precisamos exigir de Dilma ( que é nosso patrão no BB e na Caixa ) que demonstre de que lado estará na mesa de negociação : do lado da Fenaban ou dos bancários.

Há um grande debate sobre o tema da autonomia do Bacen. A CUT acerta ao dizer que um país entregue aos banqueiros é prejudicial à população . Porém, o que a CUT não denuncia é que durante o governo Dilma/Lula já há "autonomia" operacional do Bacen. Os grandes bancos é quem mandam na política econômica do país. Não é por menos que o setor financeiro seja um dos setores que mais lucram. Só neste primeiro semestre os bancos lucraram R$ 37,2 bilhões

Nós não podemos permitir que a luta pelo nosso reajuste salarial e pelos nossos direitos estejam subordinada à campanha eleitoral. Para isto, é necessário que os bancários tomem a campanha salarial em suas mãos.

Exigimos que a Contraf e os grandes Sindicatos convoquem assembléias até o início da próxima semana ( 22/23 Set ), a fim de avaliarmos a proposta econômica da Fenaban ( dia 19/09 ) e , caso não exista acordo, construir um calendário que aponte o início da greve ANTES do primeiro turno das eleições.


MNOB - CSP Conlutas - 14/09/14

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Para fazer uma campanha salarial diferente

Nas três primeiras rodadas de negociação, os bancos praticamente não apresentaram nenhuma proposta para as reivindicações. Os seis maiores bancos apresentaram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre de 2014. Eles têm a maior rentabilidade do sistema financeiro mundial, mas fecham postos de trabalho e reduzem a média salarial da categoria com o mecanismo perverso da rotatividade, apesar do aumento da produtividade dos bancários.

No Itaú, cada membro do Conselho de Administração recebeu, em média, R$ 15, 5 milhões em 2013, o que representa 318,5 vezes o que ganhou o bancário do piso salarial. No Santander, cada diretor embolsou, em média, R$ 7,7 milhões no mesmo período, o que significa 158,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou, em média, R$ 13 milhões no ano para cada diretor, a diferença para o salário do caixa foi de 270 vezes.
Dessa forma, para ganhar a remuneração mensal de um desses executivos, o caixa do Itaú tem que trabalhar 26,5 anos, o caixa do Santander 13 anos e o do Bradesco 22,5 anos. Essa imensa distância, que separa os ganhos dos altos executivos e os salários dos bancários, atenta contra a justiça social e a dignidade dos trabalhadores.

O  sistema financeiro forte constrói uma rede escusa de relações e interferência que corroem todos os poderes políticos, entre eles a mídia e os governos. Neste ponto os dois governos PSDB e PT  pouco se diferem, ambos mantiveram intocados as benesses das grandes oligarquias industriais, rurais e financeiras. O pagamento da dívida pública continua consumindo mais de 42% de todo orçamento federal em detrimento de gastos nas áreas da saúde e educação. O lucro das instituições financeiras foram  absurdos nos dois governos , ambos não tocaram na injusta distribuição de terra, de renda e de poder que permeia a nossa sociedade. As instituições financeiras continuam a  controlar o espectro das decisões econômicas.

Que um governo dito de esquerda no poder há 12 anos não tenha quebrado o processo de transformação em um paraíso de rentabilidade para o sistema financeiro, com suas taxas de juros abusivas , é algo que só pode provocar indignação. Que tais lucros estratosféricos se mantenham em plena retração da economia é apenas um sintoma de onde estão aqueles que realmente controlam as decisões deste país.

Não podemos aceitar que a Contraf faça de nossa campanha um circo de apoio ao governo Dilma e um palanque para seus ministros, deputados e sindicalistas que desmontam nossas greves. A CUT se transformou numa agência do governo federal e a Contraf é sua versão esvaziada em bancários, nem organiza a base, nem reforça as  nossa campanhas salariais. A Contraf CUT raciocina há tempos com o ponto de vista da classe patronal e não têm mais qualquer relação com o cotidiano dos trabalhadores que deveriam representar.

Desde 2003, nós bancários fazemos  greve todos os anos, mas todas as campanhas salariais têm terminado com acordos rebaixados e com as assembleias cheias de gestores do BB e da CEF, que com a direção da maioria dos sindicatos e orientação do comando nacional votam pelo fim da greve. O campo majoritário do movimento sindical tem se mostrado cada vez mais preocupado em defender os interesses do governo do que em lutar pelos direitos dos trabalhadores.

Nossa categoria precisa de um Novo Rumo


Um Novo Rumo que seja marcado pela independência e autonomia do movimento em relação a partidos, patrões e governos. Que apresente uma pauta de reivindicações que mostre ao conjunto dos bancários que realmente vale a pena lutar. Que não aceite acordos rebaixados, com itens que prejudicam todos os grevistas, como a questão da reposição das horas de greve

Este novo rumo do movimento sindical terá que ter como uma das principais bandeiras a democracia e sua vinculação com a base do movimento. Nesse sentido é necessário ter um comando nacional da categoria que tenha uma composição democrática, no qual estejam presentes as diferentes posições do movimento sindical. São estes os princípios que unificam diversos grupos que têm atuação no movimento sindical bancário por todo o país, mas também colegas independentes, que sentem a necessidade urgente da construção de algo novo. 

Fazemos um chamado para ampliar ainda mais esta unidade. A todos aqueles que estão dispostos a lutar ao lado dos bancários e reverter o curso atualmente imposto pela maioria da direção da CONTRAF/CUT, chamamos a fazer parte da construção deste movimento por um Novo Rumo. Um movimento de oposição bancária sindical independente de governos e patrões!