quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A PRIVATIZAÇÃO DO BB ESTÁ EM CURSO

Após a escandalosa privatização do campo de Libra do pré-sal, cuja exploração foi transferida para empresas estrangeiras, o governo federal anuncia mais um avanço da privatização do Banco do Brasil com o aumento para 30% do limite de participação estrangeira no banco.

Lula e Dilma, durante suas campanhas eleitorais, diziam que o PT no poder defenderia as empresas públicas. Que o BB, a Caixa e a Petrobras não seriam privatizadas nos seus governos. Que este risco existia apenas com a vitória do PSDB nas urnas. Dilma afirmou ainda que privatizar o pré-sal seria um crime e que ele era nosso passaporte para o futuro. Mas a realidade nos mostra a cada dia que o verdadeiro compromisso dos governos do PT é com o capital privado e não com os trabalhadores.

Em 2002, no final do governo FHC, a participação de capital estrangeiro no BB era de 0,9% e a quantidade de ações negociadas em bolsa não alcançava os 7%. Em 2006, o governo Lula aumentou para 12,5% o limite para a participação estrangeira no banco e, em 2009, para 20%. Em julho de 2010, último ano do governo Lula, o total das ações negociadas em bolsa passou dos 30% e a participação de estrangeiros no BB saltou para 16,2% da composição acionária. A participação da União obviamente caiu bastante, de 72% em 2002 para 58% em 2013. Agora, Dilma, através de decreto presidencial, aumenta para 30% o limite da participação estrangeira no BB. A ampliação de capital privado e estrangeiro dentro do banco e a redução da participação da União não tem outro nome: é PRIVATIZAÇÃO!

O governo declarou ser do seu interesse a mudança para 30%. O vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores do banco, Ivan Monteiro, disse que a medida estava em estudo a seis meses e que busca “dar mais liquidez às ações da instituição e, assim, assegurar ganhos aos acionistas diante de mudanças previstas para 2014 no índice Bovespa”. Nesta sexta-feira, o mesmo dia da publicação do decreto presidencial, foi divulgada, na intranet do BB, uma declaração de Dilma aos funcionários do banco na qual dizia ser ele “uma empresa de mercado com alma de pública". 
É isso que fazem os governos do PT: colocam a estrutura pública a serviço dos ganhos privados!

As consequências desta medida serão o aprofundamento de uma gestão privada dentro do BB, que visa os lucros recordes a qualquer custo.
Para nós, funcionários, significará imediatamente o aumento da pressão por resultados e, com ela, as metas sem limites, o assédio moral, as reestruturações, a piora das condições de trabalho e um violento adoecimento. Enfrentaremos, certamente, a tentativa de ataques futuros aos nossos direitos e um endurecimento ainda maior nas negociações salariais com o banco. Sofreremos ainda com o aumento da terceirização, que hoje já nos tira postos de trabalho e transfere o serviço para trabalhadores com menores salários, sem direitos e condições de trabalho ainda mais precárias que as nossas. Veremos ainda a expansão dos correspondentes bancários e o aprofundamento dos contratos com empresas terceirizadas que oferecem o menor preço e praticam todo o tipo de ilegalidade, dando calote nos trabalhadores, como vemos acontecer de forma sistemática com vigilantes, telefonistas e trabalhadores da limpeza, sem qualquer compromisso do banco.


Os representantes dos trabalhadores não podem se calar diante deste ataque

No site do Sindicato dos Bancários do Rio e da Contraf/CUT, é muito comum constarem artigos elogiando o governo federal e sua política econômica. Mas é necessário ser coerente com a função de representante dos interesses dos trabalhadores. A culpa pelas mazelas que vivemos no BB não é apenas da direção da empresa, mas sobretudo do governo que determina o papel do banco dentro de sua política econômica e a quem está submetida aquela direção. A alteração do capital do BB faz do governo Dilma  o principal responsável pelas práticas antissindicais e pela gestão baseada no assédio moral, que hoje adoece e mata os funcionários. Exigimos que a Contraf/CUT denuncie este grave ataque e tenha uma atuação verdadeiramente independente do governo!


Uma resposta às ameaças da DIREF: Quem descumpre acordos é o BB

Em mais uma tentativa de nos intimidar, o Banco divulgou uma mensagem ameaçando, sob o ponto de vista disciplinar, aqueles que se recusarem a compensar as horas da greve. O BB foi responsável por um impasse nas negociações durante a greve, pois era o único banco que insistia na compensação total das horas, em 180 dias. Derrotado naquela discussão, agora o BB tenta de todas as formas impor o medo e um sentimento de derrota aos grevistas, jogando todo o funcionalismo contra a greve, este instrumento de luta, legal e legítimo, dos trabalhadores.

A direção do Banco orientou os gestores a pressionar os funcionários para que eles compensem as horas e a “renegociar” as ausências, como férias e abonos. No ano passado, diante de toda a pressão feita pelo banco e da desmarcação das férias dos funcionários, o Ministério Público do Trabalho (MPT) acolheu denúncia contra o BB por prática antissindical.

Vejamos a cláusula da Convenção da FENABAN deste ano, que regulamenta a compensação de horas da greve.
"Os dias não trabalhados entre 19 de novembro de 2013 e 14 de outubro de 2013, por motivo de paralisação, não serão descontados e serão compensados, com prestação de jornada de trabalho limitada 1 (uma) hora diária , no período compreendido entre a data de assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho até 15 de dezembro de 2013, e, por consequência, não será considerada como jornada extraordinária, na forma da lei.”

O acordo tem exatamente a mesma redação do ano anterior, avançando para o limite máximo de compensação de uma hora diária e não duas. O acordo não estabelece nenhum percentual mínimo de compensação, apenas o máximo, nem qualquer punição ao funcionário que não realize a compensação. Consta, sim, que em 15 de dezembro a compensação estará encerrada.

O que todos sabemos, mas o BB não fala, é que nenhuma compensação é justa pois a greve só foi deflagrada e se estendeu devido à intransigência do governo e dos banqueiros nas negociações.
Ele não fala também que quem descumpre acordos coletivos é a direção da empresa, que descomissiona por ato de gestão tendo assinado um acordo onde consta uma cláusula que exige três avaliações ruins na GDP para ocorrer o descomissionamento. Que, pelo segundo ano seguido, não concede aos seus funcionários o reajuste do piso salarial que consta no acordo da Fenaban assinado também pelo BB. Que incentiva a prática do assédio moral pelos seus gestores ao mesmo tempo que diz combatê-lo.

Estamos de olho! Não assine nenhum cronograma de reposição das horas de greve
Não admita a desmarcação de suas férias

Denuncie qualquer assédio e intimidação feitos pelo gestor

domingo, 20 de outubro de 2013

Exército já ocupa frente de hotel onde ocorrerá leilão do pré-sal

20/10/2013 - 11h51

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - As tropas do Exército já estão posicionadas em frente ao Hotel Windsor Barra, no Posto 4 da Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, onde nesta segunda-feira, a partir das 14h, ocorrerá o primeiro leilão de Libra, do pré-sal da Bacia de Santos, atendendo às novas regras do modelo de partilha.

Os militares ocupam a entrada do hotel desde a meia-noite de hoje (20), equipados com escudos e armas não letais. A tropa está preparada para agir em casos de manifestações, que estão sendo convocadas pelos petroleiros em greve e pelos movimentos sociais que apoiam a paralisação, contrários ao leilão da camada do pré-sal. Os petroleiros estão parados, por tempo indeterminado, desde quinta-feira (17).

Os black blocs, grupos que se vestem de negro e usam máscaras contra gás, presentes em todas as manifestações, estão convocando pelas redes sociais para um ato unificado amanhã, a partir das 10h, na praia da Barra da Tijuca, entre a Ponte Lúcio Costa e a Praça do Ó. O texto diz que o ato unificado é "Um milhão contra o leilão, a opressão e pela educação". Os black blocs também estão marcando uma concentração, às 17h, na Candelária, para um ato ao longo da Avenida Rio Branco, com término na Cinelândia.

A segurança na região da Barra da Tijuca, onde ocorrerá o leilão, será feita pelo Exército, com o reforço da Marinha, da Força Nacional e da Polícia Militar. O patrulhamento ostensivo começou na madrugada de hoje (20), na faixa do litoral e nas vias do entorno do Hotel Windsor. A área de atuação das forças de segurança está delimitada pelas avenidas Lúcio Costa, Érico Verissímo, Armando Lombardi, Afonso Arinos de Melo Franco e o Canal de Marapendi.
 
O efetivo total empregado na operação é formado por cerca de 1.100 homens, entre militares e policiais federais e estaduais, policiais civis, guardas municipais e funcionários públicos. Em nota, o Comando Militar do Leste (CML) pede aos motoristas que evitem a região entre hoje e amanhã, por causa de retenções no tráfego nas vias próximas ao hotel.

De acordo com o assessor de imprensa do CLM, coronel Roberto Itamar, "as coisas estão acontecendo progressivamente", com o efetivo total a ser empregado até o início da manhã desta segunda-feira.

O comando das operações está a cargo do general Lundgren, coordenador do Centro de Operações do Comando Militar do Leste e pelo general Nolasco, comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada no Rio de Janeiro.

Edição: Graça Adjuto


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sábado, 19 de outubro de 2013

1 Milhão contra leilão do Pré-Sal

Todos contra o Leilão do Pré- Sal   #  Contra a Opressão  #   Pela Educação

Segunda       21 de Outubro de 2013 

10 Hs    -   Barra da Tijuca (Hotel Windsor)

17 Hs   -   Candelária



Nas jornadas de junho, a população brasileira tomou as ruas do Brasil para lutar contra o aumento das tarifas dos transportes públicos e por direitos sociais. O despertar de muitos, assustou os governantes. Essa luta segue firme com a greve dos profissionais da educação e a defesa da educação pública que vem arrastando milhares no Rio de Janeiro. E nessa segunda-feira, 21 de outubro, essa história terá mais um importante capítulo: barrar o criminoso leilão do pré-sal brasileiro. 

A presidenta Dilma Rousseff contraria suas promessas de campanhas e promove a maior privatização do patrimônio público do país com a entrega do pré-sal para multinacionais estrangeiras. Nem os escândalos de espionagem dos EUA fizeram o Governo Federal recuar.

O leilão do campo de Libra acontecerá nesta segunda-feira (21), no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. Os movimentos sociais farão uma manifestação em frente ao hotel na mesma data, a partir das 10h. O objetivo é barrar a privatização do pré-sal e exigir que todos os recursos do petróleo sejam destinados para educação, saúde, moradia, energias limpas. Não queremos apenas os 15% referentes aos royalties, queremos que todo o dinheiro do petróleo esteja à serviço do povo brasileiro. 

O Sindipetro-RJ disponibilizará transporte saindo do Centro do Rio de Janeiro para facilitar o deslocamento dos manifestantes. Os ônibus sairão a partir das 7h da manhã da Av. República do Paraguai, que fica entre o edifício sede da Petrobrás, o BNDES e a Catedral do Rio de Janeiro. 

Todo Petróleo Tem que Ser Nosso!

Em 1995, com a lei que quebrou o monopólio estatal e instituiu a privatização do petróleo brasileiro, FHC chamou o Exército para ocupar as refinarias e calar a voz dos petroleiros. Em 2013, Dilma Rousseff convoca as Forças Armadas para garantir o leilão de Libra. A Presidência da República se volta contra o povo e abdica da soberania nacional para garantir os interesses das grandes corporações empresariais. Leiloar Libra, o maior campo de petróleo do Brasil, uma riqueza estimada em 1,5 trilhão de dólares, é trair trabalhadores, estudantes, aposentados e jovens. 

Brasileiras e brasileiros, no dia 21 de outubro, vamos manifestar nossa indignação. Vá para as ruas com a Bandeira do Brasil, vista-se de preto, coloque fitas pretas nos carros e panos pretos nas janelas, em sinal de luto pelo Brasil.

 Não ao leilão de Libra


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Conheçam a canção MUITO BRASILEIRA da dupla mineira, radicada em Curitiba: Zezé Chagas & Simões



Letra e música belíssima


MUITO BRASILEIRA
Sim, eu sou mulher brasileira,
E o sangue latino
Acende meu corpo
Nem é preciso contar
É só ver meu olhar
E as expressões do rosto

Sim, eu sou mulher,
E ser mulher, desde Adão,
Requer sinônimos
Eva, Pandora, Helena,
Maria, Madalena, Cleópatras
Utópicas do gozo

Por eu ser mulher
Me querem doce e eu, às vezes,
Sou como se fosse
Se a vida não é fácil
Sei jogar meu laço
E quando enlaço, adeus moço!

Por eu ter este jeito
Me chamam de fronteira,
Garimpeira, guerrilheira...
Eu sou sim, não nego...
Muito brasileira!


JOAQUIM SIMÕES RIBEIRO

Privatização do banco Banestado completa 13 anos, benefícios para os paranaenses ficaram no discurso

Neste dia 17 de outubro, a privatização do Banestado (Banco do Estado do Paraná) completa 13 anos. Engolido pela política de favorecimento aos grandes tubarões do sistema financeiro nacional, encaminhada durante o governo neoliberal de FHC, o banco público paranaense foi levado a leilão e arrematado por apenas R$ 1,6 bilhão pelo Itaú.

O argumento usado na época pelo então governador do Estado, Jaime Lerner, para a venda era de que o Banestado estava quebrado, de que era utilizado para a realização de operações de empréstimos irregulares e de que com a privatização o atendimento à população paranaense seria melhorado. Este mesmo destino tiveram o Banespa, Banerj, Bemge e diversos outros bancos públicos estaduais, quase todos comprados a preços módicos pelos bancos Itaú e Bradesco.

Nesta transação, o banco Itaú levou a parte “boa” do banco, formada pela rede de agências, carteira de clientes, imóveis, R$ 1,6 bilhão de créditos tributários e o direito de operar as contas do Estado por cinco anos. Além disso, ficou com 21% das ações da Copel, dadas pelo governo Lerner como garantia pela compra de títulos “podres” de Osasco, Guarulhos e dos Estados de Alagoas, Santa Catarina e de Pernambuco.

O processo de ”saneamento” feito pelo governo do Estado iniciado em 1997 resultou numa dívida de R$ 5,6 bilhões junto ao Banco Central. O governo do Paraná ficou ainda com R$ 1,5 bilhão de créditos irrealizáveis. No início deste processo foram cortados cerca de 8300 empregos diretos no Banestado, atingindo bancários, pessoal da limpeza, copa, vigilantes, fornecedores e outros.

Desmonte da rede

Após ter assumido o controle do então banco público paranaense, por volta de 2001 o banco Itaú desencadeou uma onda de fechamento de dezenas de agências em municípios de pequeno porte no interior do Paraná, consideradas deficitárias.

Ao mesmo tempo, o banco demitiu milhares de funcionários, jogando o discurso feito por Jaime Lerner de que a privatização traria benefícios aos paranaenses. Atualmente, o banco Itaú Unibanco mantém várias agências nas pequenas cidades funcionando com apenas um funcionário, sem portas de segurança e com estrutura precária, muitas delas ainda utilizando mobiliário da época do Banestado.

Na ânsia de elevar ainda mais seus lucros já exorbitantes, o banco Itaú Unibanco segue em frente com o enxugamento de seu quadro no Estado. Segundo levantamento feito pelos Sindicatos filiados à FETEC-CUT-PR, entre janeiro de 2010 a outubro de 2012 o banco promoveu 704 demissões de bancárias e bancárias no Paraná. E as demissões continuaram nestes últimos 12 meses!

Assim, no aniversário de 13 anos de privatização do Banestado não há nada o que se comemorar, muito pelo contrário.

Por Armando Duarte Jr.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.vidabancaria.com.br


 P. S.: notícia dos 12 anos da privatização do banco Banestado atualizada 1 ano depois.