sábado, 11 de abril de 2015
15 de Abril PARALISAÇÃO NACIONAL contra o PL 4330 e MPs 664 e 665
sexta-feira, 3 de abril de 2015
CSP - Conlutas: Dia Nacional de lutas contra a votação no congresso da PL 4330
CSP - Conlutas
Terça-feira será o Dia Nacional
de Lutas contra a votação no Congresso Nacional do Projeto de Lei 4330, das
terceirizações, que prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer
atividade das empresas, sem estabelecer nenhum limite ao tipo de serviço que
será de terceirizado, em empresas públicas, privadas e estatais.
Ou seja, se
aprovado, teremos ameaçada a garantia de direitos trabalhistas importantes como
férias, 13º salário, descanso remunerado, horas extras e outros.
As confederações patronais são
grandes apoiadoras desse projeto. Adivinhe por quê. Ao desregulamentar a
legislação trabalhista, empresários, banqueiros e o agronegócio terão seus
lucros multiplicados. Tudo à custa dos trabalhadores.
Mais informações
Apoio: Coletivo Opinião Bancária - Ctba, PR
terça-feira, 31 de março de 2015
Sai o primeiro boletim da Juliana Donato, mesmo com expressiva votação o BB quer impedir a sua posse
Disponibilizamos o primeiro boletim da Juliana
Donato, Conselheira eleita para o Conselho de Administração do BB.
Mesmo
depois de eleita com uma votação expressiva o BB mantém a perseguição e quer
impedir a sua posse.
A
direção do BB quer mudar o resultado eleitoral do CAREF através de medidas
judiciais, após perder a votação. Logo após sua inscrição como candidata, o BB
abriu contra Juliana um processo disciplinar, sem qualquer base legal,
questionando sua atuação como delegada sindical. Oportunamente, utilizaram este
processo para tentar impugnar sua candidatura, mas não conseguiram. Agora,
insistem em revogar a liminar concedida pela Justiça que garantiu à Juliana o
direito de concorrer. Este mesmo processo “disciplinar” teve como resultado uma
punição: 20 dias de suspensão, sem salário.
Certamente,
Juliana não é a candidata que a direção do Banco queria que fosse eleita. Mas
os funcionários escolheram e a direção do Banco deve aceitar que perdeu. Não
existe terceiro turno. Precisamos
pressionar a direção do BB para dar posse à representante que elegemos e para
revogar a punição de 20 dias de suspensão, pois ela está sendo punida por
organizar a luta dos trabalhadores, e lutar não é crime!
A
CONTRAF e a CONTEC, que são as duas confederações nacionais do movimento
bancário, devem se posicionar publicamente, assim como o candidato Rafael
Matos, que precisa negar-se a assumir o cargo caso Juliana seja proibida de
fazê-lo.
Muitos
sindicatos já estão enviando moções ao Presidente do BB exigindo a revogação da
punição e a garantia da posse de Juliana.
Os colegas que quiserem ajudar nesta
campanha podem postar fotos de apoio no Facebook. Produzam seus cartazes e
publiquem com as hashtags:
#LutaréDireito
#JulianaNoConselhoJá.
Já elegemos Juliana. Agora, nossa
próxima tarefa é garantir sua posse. Entre nessa campanha!
quinta-feira, 19 de março de 2015
Pela imediata retirada da punição absurda do Banco do Brasil contra a Juliana Donato!
Nota da juliana
O inquérito não aponta
sequer uma falha em serviço. TODAS, absolutamente TODAS as acusações, têm
diretamente a ver com minha atuação como delegada sindical. Estou sendo punida
por denunciar um processo de reestruturação da área internacional que
prejudicou muitos colegas, e por organizar nossa mobilização contra mais este
ataque. Eu não fui a única a denunciar. Mas estou sendo punida para servir de
exemplo aos demais. Por isso, a punição é inaceitável. Aceitá-la significaria
admitir que estamos proibidos de lutar. E isso não faremos nunca!
A liberdade de
expressão e de organização sindical foi conquistada a duras penas, com muita
luta dos trabalhadores, e é nosso dever preservá-las, resistindo a estes
ataques. Não podemos aceitar este ataque por parte da direção de uma empresa
pública, controlada por um governo do Partido dos Trabalhadores, que foi parte
desta luta por democracia no país. Dilma e a direção do BB têm que rever
imediatamente esta punição aos que lutam!
O BB já tentou impedir
que eu concorresse às eleições do CAREF. Através de uma medida judicial, eu
consegui garantir o direito a concorrer. Depois de uma vitória inquestionável,
eles foram obrigados a homologar o resultado. Mas ainda é preciso garantir a posse.
Eles têm medo, não exatamente de mim, mas do que eu represento: a maioria dos
funcionários do BB, que não aguentam mais tanta exploração e repressão.
Lutar contra esta
punição e garantir a minha posse é tarefa de todos nós. Precisamos dos
Sindicatos e da CONTRAF/CUT na primeira linha desta batalha, divulgando este
ataque amplamente, exigindo do banco e do governo a retirada da punição e a
garantia de minha posse como representante.
Recorrerei
administrativamente e, se preciso, juridicamente, mas precisarei também do
apoio de vocês. Estou confiante, pois, apesar disso, meu dia começou muito bem.
Antes da suspensão, vieram os sorrisos, os abraços, os parabéns, a empolgação,
a felicidade de muitos que vieram me cumprimentar assim que me viram. Essa
vitória e essa felicidade eles não tirarão de nós. É exatamente daí que vou
tirar forças pra mais essa batalha.
Votação da PL 4330, o emprego em risco
Nelson Gonçalves da Silva
O presidente da Câmara
Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), em reunião ocorrida na última
quinta-feira, 11, com representantes das confederações patronais da indústria,
das instituições financeiras, da agricultura e pecuária, dos transportes, da saúde
e das cooperativas, marcou a votação do PL 4330 para o próximo dia 7 de abril,
logo após o feriadão da Semana Santa.
O texto que irá a
votação será o substitutivo do deputado Artur Maia (SD-BA), que libera a
terceirização para todas as atividades das empresas, incluindo as atividades
principais e permanentes, das áreas rurais e urbanas, empresas públicas,
sociedades de economia mista, autarquias e fundacionais. O texto mantém a
responsabilidade subsidiária entre contratantes e contratadas e diz
explicitamente que salários, direitos e benefícios serão diferenciados em
função do enquadramento sindical.
Durante a reunião com
Eduardo Cunha também foi orientado às entidades patronais buscar dialogar com
os líderes partidários, a fim de construir os consensos, porque o projeto irá a
votação de qualquer maneira no dia 7 de abril. Participaram representantes das
confederações nacionais da Indústria (CNI), das Instituições Financeiras (CNF),
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Transporte (CNT), da Saúde (CNS),
da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), e da Federação Brasileira de
Bancos (Febraban).
Mobilização já!
Diante desse quadro gravíssimo,
é preciso retomar as mobilizações. É importante que a classe trabalhadora,
juntamente com os sindicatos, organize atos, visitas aos parlamentares nos
estados, vigílias, envio de correspondências cobrando o compromisso de cada
parlamentar e divulgando o seu posicionamento, como os trabalhadores fizeram na
batalha de 2013, onde conseguimos a suspensão do trâmite do projeto. Caso o PL
4330/2004 seja aprovado no plenário da Câmara, seguirá para o Senado, onde
existe projeto idêntico (PLS 087), de autoria do então senador e hoje ministro
da Indústria, Armando Monteiro.
Através da falácia da
busca pelo aumento da produtividade,
eficiência operacional e da tão propalada competitividade global este novo
e contundente ataque aos direitos trabalhistas se dá em nome da
terceirização. Dessa forma, redução de
salários, ampliação de jornada, intensificação do ritmo de trabalho e más
condições, sob as quais o trabalho é desenvolvido, serão regulamentados e
implementados causando assim franca precarização na relação do trabalho assalariado com o capital.
O projeto de Lei no.
4330/2004 do deputado e empresário do setor de alimentos, Sandro Mabel
(PMDB-GO), autoriza a terceirização de qualquer função nas empresas. Na mesma
direção, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprecia o recurso da fabricante de
celulose Cenibra condenada em todas as instâncias por terceirizar trabalhadores
em suas atividades-fim. Esta ofensiva
patronal sobre os direitos trabalhistas se dá em um momento de fortalecimento
da direita em nosso país e pressiona ainda mais um governo que já vem implementando
uma política de ajuste fiscal e de austeridade. O Projeto de Lei no. 4330/2004,
o recurso da Cenibra ao STF, buscam implementar medidas que atacam os direitos
dos trabalhadores. Afim de ampliar as margens de lucro do setor empresarial, o
governo e demais organizações patronais partem claramente para uma investida, que,
se implementada, significará um dos maiores
ataques e retrocesso do movimento operário da história recente brasileira.
Diante desse quadro só
resta a classe operária a mobilização em defesa de seus direitos, conquistados
ao longo de décadas de lutas e repressão. Nem a velha direita, nem nos calar
diante do atual governo que nos ataca. É hora de construir um campo de
resistência, à esquerda, independente e classista.
Coletivo Opinião
Bancária
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